Lopito Feijóo




Lopito é um dos principais poetas angolanos contemporâneos na literatura portuguesa. 







Poeta Essencial, lançará em maio/junho em São Paulo e em Cruz Alta/RS na Academia Alpas em 2015 a próxima coletânea de poesias "Coração Telúrico / Coure Telurico"




Sobre Lopito

Poeta e ensaísta angolano, João André da Silva Feijóo nasceu a 29 de setembro de 1963, no Lombo, província de Malanje, Angola. 

Mudou-se para Maquela do Zombo, onde viveu a infância, indo depois para Luanda, onde viveu no Bairro do Cazenga, a partir da sua adolescência.
Licenciado em Direito pela Universidade Agostinho Neto, em Luanda, o autor despertou para a poesia aos 22 anos de idade. Na verdade, já em 1985, publicou o seu primeiro livro de poemas Entre o Écran e o Esperma, que, fruto de grande aceitação por parte dos meios literários, recebeu uma "Menção Honrosa" no concurso de literatura "Camarada Presidente", promovido pelo INALD (Instituto Nacional do Livro e do Disco).

Foi membro da direção da Brigada Jovem de Literatura até 1984. Integrou posteriormente o trabalho coletivo do grupo "Ohandanji", que, a partir daquele ano, começou a publicar os seus textos na página cultural de O Jornal de Angola e na gazeta Lavra e Oficina (da União dos Escritores Angolanos) e que, posteriormente, como forma de ultrapassar as dificuldades provocadas pela ausência de alternativas, recorreu a edições policopiadas. Exemplo destas edições é a coleção "Katetebula/Semi-breve" na qual Lopito Feijóo publicou, s/data, no primeiro número, um texto poético intitulado "Me ditando".
Nome importante da geração de 80, a chamada "Geração das Incertezas", João Feijóo assume a rutura com os cânones semânticos e estéticos tradicionais, propondo uma estética assente numa linguagem dissonantemente metafórica e no experimentalismo visual. Com um estilo simultaneamente satírico e irreverente, a sua poiesis, caracterizada por um profundo teor lírico, é fruto de um sujeito poético revoltado e colérico que assume a melancolia como forma de exprimir a sua frustração e o seu desencanto face à realidade social e política de Angola. Esta cólera, metaforicamente simbolizada por uma descarga biliar produzida por um mal-estar hepático, é o resultado do descontentamento que lhe provocam as permanentes situações de guerra e opressão - "o veneno sorumbático" - que ameaçam, desde há muito, a sua Pátria e que, em permanente vigília, procura combater: "O veneno sorumbático inspira vigília (...)". 

Como a grande parte da produção poética da geração sua contemporânea, a poesia de Feijóo recorre à metaforização do mar, enquanto lugar de meditação do "eu lírico", para exprimir o seu "olhar noturno" e insatisfeito sobre uma realidade social e política corrupta que contraria os ideais de justiça e igualdade defendidos e conquistados por gerações anteriores.
Perpassada por um claro ceticismo face aos tempos presente e futuro, a sua obra apresenta, porém, alguns momentos que nos remetem para a constatação da necessidade de repor a capacidade de sonhar e de desejar.

Em colaboração com Luís Kamdjimbo, publicou o ensaio Geração da revolução, novos poetas angolanos em volta, s/d, na qual dá voz a novos poetas, entre os quais Ana Paula Tavares, José Luís Mendonça e João Maimona.

No ano de 1988, organizou, a antologia No Caminho Doloroso das Coisas. Antologia de Jovens Poetas Angolanos, primeira antologia editada depois da independência de Angola, reunindo os textos da jovem geração dos anos 80. 

Membro da União de Escritores Angolanos (UEA), escreveu os seguintes livros: Entre o Écran e o Esperma (1985), Menção Honrosa no concurso de Literatura "Camarada Presidente"; Me Ditando (s/d); Doutrina (1987), edição da UEA; Rosa Cor de Rosa (1987); Corpo a Corpo (1987); Cartas de Amor (1990); Meditando. Textos de Reflexão Geral sobre Literatura(1994).

Reconhecido e prestigiado poeta e ensaísta, a sua obra figura em revistas e jornais nacionais e estrangeiros, nomeadamente brasileiros, portugueses, galegos, norte-americanos, etc.



De acordo com o professor e crítico literário Pires Laranja, «[…] deitando mão a diversíssimas fórmulas arquitextuais (soneto, ode, haiku, dístico, epigrama, prosoema), usando o parêntese ou o “enjambement” com o recurso e referências a alusões tão multímodas […], subvertendo-as ou cultuando-as, Lopito Feijóo traz à cena do discurso um descomplexado ensejo de confrontar códigos e linguagens, por um processo requintado de (re)construção significante que é herdeiro directo e dilecto não só do modernismo e tradição vanguardista, mas […] do romantismo rebelde, apaixonado, revolucionário».




LOPITO EM VÍDEOS


Entrevistas e declarações de Lopito a imprensa
2014 no Hotel Renassence em São Paulo 




Inspirações, discriminações e mulheres africanas. Cultura e poesia. Comportamento e político. Lopito fala de vários temas. 




Lopito o primeiro poeta internacional 
a ingressar na cadeira número 1 da Academia Alpas



Poemas Lopito Feijóo / Zetho CunhaSemana de África/Angola em Coimbra 23-05-2013 



Um encontro improvável entre 
o artista Toni Tornado e o poeta Lopito Feijóo, e as novelas.




TITULOS DO AUTOR:

II

Poesia

Doutrina (1987)
Me ditando (1987)
Rosa Cor-de-Rosa (1987)
Cartas de Amor (1990)
Na Idade de Cristo. Poesia declamada em CD (1997)
O Brilho do Bronze – Haikais- (2005)
Marcas Da Guerra …(2011)
Lex & Cal Doutrina (2012)
Andarilho e Doutrinario (2013)
Auto Gráfia. Poesia declamada em CD (2013)
Desejos de Aminata ( 2014)
Coração Telúrico / Cuore Telurico (2015)
        
Ensaio: crítica literária

Meditando. - Textos sobre Literatura - (1992)
Geração da Revolução - (1993)

         Organização e divulgação

No caminho doloroso das coisas.- Antologia panorâmica dos Jovens Poetas Angolanos - (1988)
África da Palavra,  Antologia de Poesia de Amor dos anos 80 - (1995)